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Barriga incha todo mês? Conheça o "Endobelly"

Todos os meses é a mesma história: a menstruação está para chegar e o intestino parece seguir um roteiro à parte. Um dia é diarreia repentina, no outro Ã...

Barriga incha todo mês? Conheça o
Barriga incha todo mês? Conheça o "Endobelly" (Foto: Reprodução)

Todos os meses é a mesma história: a menstruação está para chegar e o intestino parece seguir um roteiro à parte. Um dia é diarreia repentina, no outro é prisão de ventre teimosa e o abdômen incha a ponto de mudar o caimento da roupa. Para muitas mulheres, esse padrão se repete com uma regularidade que chama atenção: sempre no mesmo momento do ciclo. Por se tratarem de manifestações gastrointestinais, é comum atribuir esses desconfortos à alimentação, ao estresse ou a quadros como a Síndrome do Intestino Irritável. No entanto, quando as alterações intestinais acompanham o calendário menstrual de forma repetitiva, o organismo pode estar sinalizando uma condição ginecológica e inflamatória mais profunda: a endometriose. O caráter cíclico das queixas gastrointestinais A principal pista para diferenciar um problema digestivo comum de uma complicação pélvica é a sincronicidade dos sintomas com o ciclo hormonal. Durante a menstruação, o corpo produz substâncias inflamatórias chamadas prostaglandinas, que estimulam as contrações uterinas e também alteram a motilidade do trato digestivo. Quando há focos de endometriose instalados na pelve, esse processo inflamatório é amplificado. A doença ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio cresce fora da cavidade uterina, podendo se fixar nas paredes do reto, do cólon sigmoide ou nos ligamentos que envolvem o sistema digestivo. Os sinais que exigem investigação detalhada Dor ou dificuldade para evacuar: sensação de fisgada intensa ou "cutucão" no reto nos dias do fluxo menstrual. Estufamento abdominal proeminente: inchaço visível na região inferior do abdômen que surge no período pré-menstrual. Alternância do hábito intestinal: oscilação entre quadros de diarreia e constipação severa exclusivamente durante a menstruação. Sensação de evacuação incompleta: urgência para ir ao banheiro sem conseguir esvaziar totalmente o intestino (tenesmo). Quando o intestino já está comprometido: entendendo a endometriose profunda Ignorar o padrão cíclico dessas queixas permite que os focos inflamatórios avancem silenciosamente. Nos casos em que a doença infiltra as camadas musculares do intestino, a condição passa a ser classificada como endometriose profunda — uma das formas mais complexas da doença, que exige diagnóstico de alta precisão. A endometriose profunda ocorre quando os focos de tecido endometrial se infiltram mais de cinco milímetros abaixo da superfície dos órgãos pélvicos. O tecido fora do lugar continua respondendo aos estímulos hormonais do ciclo, sangrando e causando uma reação inflamatória crônica. Com o tempo, essa inflamação pode gerar aderências severas, cicatrizes e nódulos capazes de "colar" órgãos entre si, distorcendo a anatomia da pelve. Por que a investigação de rotina nem sempre encontra o problema A identificação correta da extensão das lesões não costuma ocorrer em exames de rotina ou colonoscopias simples. São necessários exames de imagem especializados: Ultrassom transvaginal com preparo intestinal Ressonância magnética da pelve Esses dois métodos são os indicados para mapear o grau de comprometimento dos órgãos pélvicos. Para entender melhor as formas de identificação e as abordagens terapêuticas disponíveis, vale consultar o guia completo sobre endometriose intestinal: sintomas, diagnóstico e tratamento. Quando a cirurgia se torna necessária "Quando as lesões intestinais causam dores intensas, sangramento nas fezes ou risco de obstrução do trânsito intestinal, a intervenção cirúrgica é a conduta mais indicada. O objetivo do procedimento é a ressecção precisa de todos os tecidos doentes, preservando ao máximo a anatomia e a funcionalidade do trato digestivo", explica Tiago Castilho, cirurgião oncológico com atuação em cirurgia ginecológica e cirurgia de endometriose profunda. A cirurgia para endometriose profunda com acometimento intestinal está entre as intervenções mais complexas da ginecologia, frequentemente comparada, em nível de dificuldade técnica, a grandes cirurgias oncológicas, já que a doença pode invadir simultaneamente intestino, bexiga, ureteres e nervos pélvicos, exigindo atuação em múltiplos órgãos com precisão milimétrica. Investigação e cuidado especializado Alterações intestinais durante a menstruação nem sempre significam endometriose. Mas quando se repetem de forma cíclica, principalmente acompanhadas de dor, merecem investigação. Quanto antes, menor a chance de a doença avançar silenciosamente. Estima-se que a endometriose afete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, o equivalente a mais de sete milhões de brasileiras. O tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico correto ainda chega a sete a 10 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Endometriose. Encurtar esse intervalo é uma das formas mais eficazes de evitar que a doença avance para estágios mais complexos. Tiago Castilho atua há mais de uma década no tratamento cirúrgico de mulheres com endometriose, incluindo casos profundos que envolvem diferentes estruturas da pelve. Sua atuação combina videolaparoscopia e cirurgia robótica, técnicas minimamente invasivas associadas ao planejamento individualizado de cada caso. Quando há indicação cirúrgica, o Programa Cuidado 360° atua de forma multidisciplinar na recuperação, acompanhando a paciente antes, durante e depois da cirurgia. Sentiu que esse padrão descrito aqui é o seu? Agende uma avaliação com o doutor Tiago Castilho e dê o primeiro passo para investigar a causa da sua dor. Atendimentos em Maringá-PR e online (44) 99169-8161. Tiago Castilho é Cirurgião Oncológico com atuação em Cirurgia Ginecológica e Cirurgia de Endometriose Profunda, mestre e doutor na área, com mais de 10 anos de experiência no tratamento cirúrgico da doença. CRM-PR 22590 | RQE 2911 | RQE 844.