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Argentina confirma que Flávio Bolsonaro cruzou fronteira pelo Paraná com a família; entenda como funciona a fiscalização na ponte

Flávio Bolsonaro deixou a Argentina em direção ao Equador O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atravessou a fronteira do Brasil com a Argentina pela Ponte Int...

Argentina confirma que Flávio Bolsonaro cruzou fronteira pelo Paraná com a família; entenda como funciona a fiscalização na ponte
Argentina confirma que Flávio Bolsonaro cruzou fronteira pelo Paraná com a família; entenda como funciona a fiscalização na ponte (Foto: Reprodução)

Flávio Bolsonaro deixou a Argentina em direção ao Equador O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atravessou a fronteira do Brasil com a Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. A passagem ocorreu às 22h50 de terça-feira (27), segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, responsável pelo controle de entrada e saída de pessoas no país. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp O senador estava acompanhado da esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e das filhas Carolina e Luiza Figueira Bolsonaro. Segundo o órgão argentino, os quatro apresentaram documentos válidos para viajar, não tinham impedimentos legais para entrar na Argentina e passaram pela fiscalização sem incidentes. Órgão migratório argentino publicou confirmação de entrada de Flávio Bolsonaro e família no país. Reprodução/X Como funciona a fiscalização na fronteira entre Brasil e Argentina A Ponte Internacional Tancredo Neves, também conhecida como Ponte da Fraternidade, é a principal ligação rodoviária entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú. O trajeto é utilizado diariamente por moradores, turistas e trabalhadores que circulam entre os dois países. Para chegar à Argentina, os viajantes seguem pela BR-469, em Foz do Iguaçu, atravessam a ponte sobre o Rio Iguaçu e entram na Ruta Nacional 12, já em território argentino. O acesso funciona 24 horas por dia para veículos particulares. O g1 apurou que o lado brasileiro não fiscaliza todos os brasileiros ou veículos brasileiros que passam por essa fronteira. Apenas os estrangeiros são obrigatoriamente parados. Por isso, Flávio e família podem ter passado pelo posto da Polícia Federal sem serem vistos. Após a travessia, os viajantes precisam passar pelo controle migratório argentino, onde é feita a identificação de quem pretende entrar no país. Ponte Tancredo Neves deve ser reaberta para estrangeiros a partir de outubro de 2021 Christian Rizzi/PMFI Brasileiros que viajam a turismo podem apresentar o Registro Geral (RG) ou o passaporte válido. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH), por exemplo, não é aceita como documento de viagem internacional. Na fiscalização, os agentes conferem a documentação, registram a entrada no sistema migratório e podem solicitar informações sobre o motivo da viagem e o destino do visitante. As autoridades também verificam se existe algum impedimento legal para a entrada no país. No mesmo complexo de fronteira atuam a Aduana, responsável pela fiscalização de mercadorias e bagagens, e a Gendarmería Nacional, força de segurança argentina. Os controles são diferentes, embora funcionem no mesmo ponto de passagem. A apresentação de documentos válidos à Argentina, no entanto, não significa necessariamente que a saída tenha sido autorizada pelas autoridades brasileiras. O Brasil também mantém controle migratório na Ponte Tancredo Neves, sob responsabilidade da Polícia Federal. No caso de Flávio Bolsonaro, o governo argentino confirmou o registro de entrada no país, mas não informou qual documento foi utilizado pelo senador ou como ocorreu o procedimento de saída do território brasileiro. Flávio cruzou fronteira por ponte entre PR e Missiones Arte/g1 Da fronteira ao aeroporto de Puerto Iguazú Depois de passar pela fiscalização argentina, é possível seguir de carro até o Aeroporto Internacional Cataratas del Iguazú, localizado na região de Puerto Iguazú. O aeroporto fica a cerca de 20 quilômetros do centro da cidade argentina. O trajeto da fronteira até o terminal aéreo costuma levar aproximadamente 30 minutos, dependendo das condições de trânsito e do tempo gasto na fiscalização. Avião supostamente utilizado por Flávio Bolsonaro para deixar a Argentina rumo ao Equador Reprodução/YouTube No caso do senador, a Direção Nacional de Migrações informou que ele e os familiares embarcaram às 23h30 em um voo particular operado pela empresa Baires Fly S.A., cerca de 40 minutos após o registro da entrada no país. O avião, um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, tinha como destino inicial Guayaquil, no Equador, segundo o plano de voo apresentado às autoridades argentinas. Na manhã desta quarta-feira (28), a aeronave seguiu do Equador em direção a Miami, nos Estados Unidos. Segundo dados do site de monitoramento FlightAware informados pelo g1, o trajeto não passou pelo espaço aéreo brasileiro. Rota de voo de Flávio Bolsonaro e família entre Guayaquil, no Equador, e Miami, nos Estados Unidos, em 28 de outubro de 2026. Reprodução/FlightAware A viagem ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega dos passaportes de Flávio Bolsonaro e o proibiu de deixar o Brasil. A decisão foi divulgada na segunda-feira (26). Governo Trump dará vistos para Flávio Bolsonaro O Departamento de Estado dos EUA concederá vistos a Flávio Bolsonaro e a sua família e permitirá a entrada deles no país, segundo informou uma autoridade do órgão à repórter da TV Globo Raquel Krähenbühl. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que aprova a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. Questionado por jornalistas sobre o assunto, Trump também voltou a criticar a eleição presidencial brasileira, realizada no domingo (25), na qual Flávio foi derrotado. “Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou Trump. Donald Trump na base aérea Andrews. Kevin Lamarque/Reuters * Colaborou Fábio Amato. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná