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Como escolher um bom vinho de Chianti

O Chianti é um dos vinhos tintos mais famosos do mundo. São diversos os motivos que transformaram esse vinho num ícone italiano cuja origem se perde nas brum...

Como escolher um bom vinho de Chianti
Como escolher um bom vinho de Chianti (Foto: Reprodução)

O Chianti é um dos vinhos tintos mais famosos do mundo. São diversos os motivos que transformaram esse vinho num ícone italiano cuja origem se perde nas brumas do tempo. Baste pensar que a videira é cultivada naquelas terras desde o século VI a.C., quando os Etruscos fizeram as primeiras tentativas enológicas. Alta qualidade, diferentes estilos de produção e grande capacidade gastronômicas completam o quadro para explicar o sucesso desse vinho que está entre os mais apreciados pelos brasileiros. Em 5 de setembro, é comemorado o Dia do Chianti (pronuncia-se qui-an-ti) e, para celebrar a data, preparamos um guia sobre esse vinho tão especial. Como escolher um Chianti? O primeiro passo é observar o rótulo. O nome Chianti identifica uma denominação de origem localizada em Toscana, no coração da Itália. Dentro dessa região demarcada há sete sub-regiões, cada uma com suas características de terroir: Chianti Colli Aretini, Chianti Colli Fiorentini, Chianti Colli Senesi, Chianti Colline Pisane, Chianti Montalbano, Chianti Montespertoli e Chianti Rufina. A sub-região onde tudo começou é chamada de Chianti Clássico, uma área histórica de produção, localizada entre as cidades de Florença e Siena. A qualidade desses vinhos é inegável. Cerca de 2/3 dos vinhos de Chianti são elaborados fora da área clássica e variam de acordo com o terroir. O Chianti Colli Senesi, oriundo das colinas ao redor de Siena, é famoso por ser carnoso. Para experimentar, sugerimos o Chianti Colli Senesi DOCG Poderi del Paradiso. Chianti Colli Senesi DOCG Poderi del Paradiso. Divulgação/Porto a Porto. Se você quer provar um Chianti pela primeira para entender o estilo desse vinho, escolha um rótulo com a denominação DOCG Chianti, geralmente as mais acessíveis. Um bom exemplo é o Corbelli Chianti DOCG que possui aromas de frutas vermelhas, com notas florais e, em boca, tem sabores de frutos vermelhos escuros. É um vinho versátil que combina com vitela, massas com molhos de carne e queijos curados. Duas outras dicas para captar o que há de melhor no Chianti Classico são Forte Ambrone Chianti Riserva DOCG, recém-lançado no Brasil; e o Terre Natuzzi Don Giovanni DOCG, vinho sofisticado produzido no vilarejo de Greve, no coração da região. É encorpado, com taninos finos, elegante acidez e final saboroso, como um Chianti Classico tem de ser. No nariz, é intenso, com aromas de cerejas maduras, ameixas, notas de baunilha tostada e flores roxas. Amadureceu por 9 meses em barris de carvalho para ganhar estrutura e complexidade e é um excelente companheiro para carnes grelhadas, almôndegas ao sugo, massas com trufas e queijos curados. Forte Ambrone Chianti Riserva DOCG. Divulgação/Porto a Porto. A uva do Chianti A Sangiovese é a variedade protagonista dos Chianti e costuma contribuir para características como acidez marcante, aromas de frutas vermelhas e notas de ervas e especiarias. Outras variedades, como as tintas Colorino e Canaiolo, e as brancas Trebbiano Toscano e Malvasia Bianca, podem também entram no blend em pequenas porcentagens para aportar características específicas. Qual é a temperatura ideal para servir? Apesar de ser um vinho tinto, o Chianti não precisa ser servido em temperatura ambiente elevada. Uma temperatura em torno de 16 °C a 18 °C favorece o equilíbrio entre aromas, acidez e taninos. Se a garrafa estiver muito quente, alguns minutos na geladeira podem ajudar. A ideia não é deixar o vinho excessivamente gelado, mas evitar que o calor esconda seus aromas e deixe a percepção alcoólica mais evidente. Qual taça usar? Uma taça para vinhos tintos, com bojo relativamente amplo, é uma boa escolha. O formato permite movimentar o vinho suavemente e favorece o contato com o ar, ajudando a liberar seus aromas. Com quais comidas acompanhar um Chianti É justamente à mesa que o Chianti encontra uma de suas combinações mais naturais. Sua acidez e seus taninos fazem com que o vinho acompanhe bem pratos de sabor mais intenso, como massas com molho de tomate, molhos de carnes, lasanha, pizzas, carnes assadas ou grelhadas, embutidos e queijos. BEBA MENOS, BEBA MELHOR.