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Dependência de um único provedor de nuvem eleva risco e custo operacional

Em dezembro de 2021, uma falha nos servidores da AWS nos Estados Unidos derrubou serviços de empresas em dezenas de países por horas. Plataformas de streaming...

Dependência de um único provedor de nuvem eleva risco e custo operacional
Dependência de um único provedor de nuvem eleva risco e custo operacional (Foto: Reprodução)

Em dezembro de 2021, uma falha nos servidores da AWS nos Estados Unidos derrubou serviços de empresas em dezenas de países por horas. Plataformas de streaming, e-commerce, serviços financeiros e sistemas internos de grandes corporações ficaram indisponíveis. O episódio foi um alerta: depender de um único provedor de nuvem, mesmo sendo ele o maior do mundo, é um risco operacional que precisa ser considerado em qualquer estratégia de TI corporativa. Não se trata de um caso isolado. Todos os grandes provedores de nuvem registraram eventos de indisponibilidade relevantes nos últimos anos. O que diferencia as empresas que pararam das que continuaram operando foi a existência de uma estratégia multicloud. Multicloud não é redundância — é arquitetura inteligente Multicloud é o uso deliberado e integrado de dois ou mais provedores de nuvem pública. Não se trata apenas de ter um backup em outro provedor. É uma arquitetura planejada onde cada workload é alocado no ambiente mais adequado para ele, considerando custo, performance, conformidade regulatória e resiliência. Na prática, uma empresa pode rodar suas aplicações de negócio no Azure, aproveitando a integração nativa com Microsoft 365. Processar grandes volumes de dados no Google Cloud, usando suas ferramentas de analytics e machine learning. Hospedar bancos de dados Oracle no Oracle Cloud Infrastructure, com performance e custo superiores para esse stack específico. E usar a AWS para serviços de infraestrutura geral, com seu ecossistema mais amplo. Cada provedor tem pontos fortes específicos. Uma estratégia multicloud inteligente aproveita exatamente isso. Pellissari/Divulgação. Os ganhos que aparecem no resultado A resiliência operacional é o benefício mais imediato. Quando um provedor sofre instabilidade, os sistemas críticos que rodam em outro continuam disponíveis. Isso é especialmente relevante para operações que não podem parar: comércio eletrônico, serviços financeiros, saúde, logística. A otimização de custos é o segundo benefício, e frequentemente o mais expressivo. Diferentes provedores têm preços distintos para diferentes tipos de recurso. Storage no provedor A pode ser mais barato; processamento intensivo no provedor B pode ter melhor custo-benefício. Alocar cargas de trabalho estrategicamente entre provedores pode gerar economias que, em ambientes de grande escala, chegam a representar redução de 20% a 35% na conta mensal de cloud. Há ainda o benefício de evitar o vendor lock-in. Quando toda a operação está concentrada em um único provedor, migrar ou renegociar contratos se torna extremamente difícil. O multicloud preserva a autonomia e o poder de negociação. O desafio está na gestão, não na tecnologia O multicloud traz complexidade. Gerenciar ambientes em múltiplos provedores exige ferramentas específicas, processos de governança bem definidos e uma equipe ou parceiro com expertise em cada plataforma. Sem gestão adequada, o multicloud pode gerar o efeito oposto: mais caro pela fragmentação sem otimização, mais complexo pela falta de visibilidade unificada e mais arriscado por gaps de segurança entre ambientes. A Pellissari oferece gestão integrada de ambientes multicloud com certificações em AWS, Azure, Google Cloud e Oracle. Visibilidade centralizada, governança de custos, segurança consistente entre plataformas e otimização contínua dos recursos alocados. O objetivo é que a complexidade técnica seja gerenciada pelo parceiro especializado, enquanto a empresa cliente colhe os benefícios operacionais e financeiros da estratégia. Pellissari/Divulgação. O padrão do mercado já mudou Pesquisas recentes indicam que mais de 80% das grandes empresas globais já operam com dois ou mais provedores de nuvem. No Brasil, esse movimento está em aceleração, impulsionado pela maturidade crescente das equipes de TI e pela pressão por eficiência operacional. Para gestores avaliando sua estratégia de cloud, a pergunta relevante não é qual nuvem escolher. É como usar cada nuvem para o que ela faz melhor.