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Equipe médica do Paraná é denunciada por erros em avaliação de quadro de influenza que levou a morte de criança de 4 anos

Investigação apura morte de criança em hospital do Paraná Uma equipe médica foi denunciada pelo Ministério Público (MP-PR) pela morte de uma criança de ...

Equipe médica do Paraná é denunciada por erros em avaliação de quadro de influenza que levou a morte de criança de 4 anos
Equipe médica do Paraná é denunciada por erros em avaliação de quadro de influenza que levou a morte de criança de 4 anos (Foto: Reprodução)

Investigação apura morte de criança em hospital do Paraná Uma equipe médica foi denunciada pelo Ministério Público (MP-PR) pela morte de uma criança de 4 anos em um hospital comunitário de Joaquim Távora, no Norte do Paraná. Um médico, uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem são suspeitos do crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Na situação, segundo a investigação da polícia, o menino foi internado no Hospital Comunitário Dr. Lincoln Graça em 9 de junho, com um quadro clínico de febre e vômitos. Conforme a investigação, o caso exigia um teste para identificar influenza, mas o procedimento não foi feito. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp "Cada um dos denunciados, no âmbito de suas respectivas funções, deixou de adotar as providências necessárias e de prestar o devido acompanhamento contínuo ao paciente", diz a denúncia do MP. A vítima morreu um dia depois por complicações de infecção por influenza tipo B, uma doença viral respiratória contagiosa. O g1 tenta identificar a defesa do médico Evandro Felix Morais, da enfermeira Francieli Pereira Córdoba e das técnicas de enfermagem Vera Lúcia Messias Basília e Marly Aparecida Gonçalves. Na denúncia, o Ministério Público apresentou a incidência de aumento de pena pela "inobservância de regra técnica de profissão". O órgão também pediu à Justiça que os denunciados paguem um valor mínimo para a reparação dos danos causados aos familiares da vítima. O g1 entrou em contato com a administração do hospital, que informou que colabora com as investigações e que trata-se de uma situação isolada na carreira dos profissionais. Confira abaixo esta nota na íntegra, assim como a manifestação da Prefeitura de Joaquim Távora. Leia também: Entenda: Médico que montou 'apartamento' em hospital do PR permanece com salário 3 meses após ser afastado do cargo Operação: PM afasta 12 agentes investigados por envolvimento na divulgação de imagens de tortura durante abordagens no Paraná 'Vou falar com a minha mãe': Homem de 69 anos é preso depois de assediar vizinha de 12 anos na casa dele, no Paraná Criança apresentou piora, mas não houve reavaliação médica Hospital Comunitário Dr. Lincoln Graça, em Joaquim Távora. Reprodução/Google Street View A investigação da polícia identificou que houve falha na comunicação entre a equipe e também no cumprimento de procedimentos. Conforme a apuração, o médico afirmou ter feito todos os procedimentos legais quando a criança deu entrada no hospital. Porém, a família relatou que houve apenas uma conversa, sem que o médico tocasse no paciente. Depois, o médico solicitou um exame para detectar influenza no paciente e registrou o pedido no sistema. A equipe de enfermagem, contudo, disse em depoimento que o procedimento do dia a dia do hospital é que essas demandas sejam comunicadas verbalmente — o que não foi feito, de acordo com a polícia. Desta forma, o exame não foi feito. Por volta da meia-noite do dia 10 de junho, o delegado identificou que as enfermeiras avisaram o médico que o menino havia vomitado. Na ocasião, Evandro prescreveu medicação por ligação telefônica. A investigação também identificou que a equipe não informou ao médico que a criança também estava com redução na quantidade de oxigênio que chegava aos órgãos, com uma saturação de 84% — que demanda atenção. O delegado Jean Paulo da Silva Brunhari explicou que a criança permaneceu no hospital sem a realização de exames, sem reavaliação médica do quadro e sem encaminhamento a uma unidade de tratamento intensivo. "A família relatou que percebeu uma piora progressiva durante a madrugada, com agitação, dor, extremidade fria, coloração dos lábios, e solicitou que fosse trazido o médico para poder reavaliar. Mas essas solicitações da família não foram atendidas", Brunhari explicou. O que o hospital diz "A ASSOCIAÇÃO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA HOSPITAL DR.LINCOLN GRAÇA, pessoa jurídica de direito privado, entidade de utilidade pública municipal e estadual, sem fins lucrativos, representada por seu presidente Sr. Paulo Fernando Neves, lamenta profundamente o ocorrido e manifesta, com profunda dor, as condolências aos familiares. Informa que contribuiu com as investigações da Polícia Civil, disponibilizando às autoridades as documentações, prontuário médico e todas as imagens internas e externas da instituição no dia do fato. Assim como vem contribuindo com as solicitações do Ministério Público. Destaca que instaurou uma sindicância interna para apurar o caso, visando apurar responsabilidades e, no momento oportuno, adotará as atitudes necessárias. A instituição respeita o princípio da presunção da inocência, corolário da República Federativa do Brasil, razão pela qual entende que é precoce a responsabilização dos profissionais, sem o devido processo legal. Destacamos que os profissionais envolvidos prestam serviço à instituição há décadas, sendo o referido caso uma conduta isolada na vida pregressa de cada um. Por fim, a instituição permanece à disposição das autoridades e da população tavorense." O que diz a Prefeitura de Joaquim Távora "O Município de Joaquim Távora, representado pelo(a) Prefeito(a) Sr. (a) Gelson Mansur Nassar, manifesta condolências aos familiares, em razão do óbito ocorrido em 10 de junho. Esclarece que mantém – por meio de Inexigibilidade de Licitação – Processo 12/2026 – Termo de Parceria com a Associação de Assistência Médica Dr. Lincoln Graça, como o seguinte objeto: “destinação de recursos financeiros para atendimento na área de Saúde, para atender ações assistenciais de caráter de Urgência e Emergência, prestando serviços de pronto atendimento a todos os munícipes". Nesse sentido, com relação aos acontecimentos do dia 10 de junho, informa que prestou e vem prestando todo auxílio à Polícia Civil e à Promotoria da Comarca de Joaquim Távora. Contudo, entende que a apuração do caso deve ocorrer no âmbito da Associação Médica, posto que é uma instituição privada, e, como já noticiado, no âmbito do Poder Judiciário, uma vez que o município está adstrito ao Termo de Parceria e não se trata de desvio de finalidade ou malversação de verbas públicas por parte da entidade tomadora." VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.