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Ex-companheira foi morta por policial militar no PR três meses após fim do relacionamento, diz família

Policial militar mata duas pessoas em Terra Boa O policial militar Gustavo Pereira, de 31 anos, matou Jessica Brito de Lima, de 30, três meses após o relacion...

Ex-companheira foi morta por policial militar no PR três meses após fim do relacionamento, diz família
Ex-companheira foi morta por policial militar no PR três meses após fim do relacionamento, diz família (Foto: Reprodução)

Policial militar mata duas pessoas em Terra Boa O policial militar Gustavo Pereira, de 31 anos, matou Jessica Brito de Lima, de 30, três meses após o relacionamento entre os dois acabar, segundo a família da vítima. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR), ele usou a arma do trabalho para cometer o crime em Terra Boa, no noroeste do Paraná, e depois foi ao pelotão para se apresentar. Gabriel Dulo, de 23 anos, estava na casa de Jessica e também foi assassinado. A defesa de Gustavo informou ao g1 que ele confessa o crime e que, no momento, não irá presentar pela liberdade dele. Confira o posicionamento completo clicando aqui. Greise Fortunato, irmã de Jessica, conversou com o g1 e explicou que a mulher e Gustavo tiveram um relacionamento de sete anos e não eram casados. Os dois têm um filho juntos. O casal enfrentou problemas no relacionamento desde o final de 2024, de acordo com a irmã. Ao longo de 2025, passaram períodos juntos e separados. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Neste período de relacionamento conturbado, há oito meses, a irmã lembra que Jessica pediu uma medida protetiva contra Gustavo para se resguardar. A Justiça concedeu a ordem judicial, mas a vítima retirou a solicitação após duas semanas, depois que Gustavo fez "pressão psicológica" - Greise disse. A última tentativa de reatar aconteceu em outubro de 2025 e terminou no mesmo mês. A partir desta data, os dois não se relacionaram mais. "Nessa chance que a minha irmã deu, ele não mudou e continuou a perdurar essa confusão toda. E ela deu um basta em outubro", Greise ressalta. Jessica tinha 30 anos e terminou o relacionamento com o policial militar em outubro de 2025. Cedidas pela família Em novembro de 2025, após o fim do relacionamento com o policial militar, Jessica conheceu Gabriel. Desde então, os dois estavam se conhecendo. O crime aconteceu na madrugada de sábado (31). A porta de vidro da casa foi quebrada e um dos disparos realizados por Gustavo transfixou o nariz da mulher, conforme a irmã. A Polícia Civil (PC-PR) informou que o policial militar ficou em silêncio durante o depoimento. Leia também: Cascavel: ‘Prolongou sofrimento por 3 meses’, diz juíza em sentença que condenou empresários por desvio de R$ 2,5 milhões de menina com câncer Entenda: Motorista de aplicativo e passageiro assassinado por ele não tinham porte de arma Estragos: Chuva deixa alagamentos em Curitiba Como foi o crime Gustavo foi à casa de Jessica na madrugada de sábado. Lá, matou a tiros a ex-companheira e Gabriel, que estava com ela. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR), o policial usou a arma do trabalho para cometer o crime. Conforme a nota compartilhada pela SESP, o policial militar é lotado em Cianorte, a 24 quilômetros de distância da cidade em que o crime aconteceu. Ele estava de folga, quando foi à casa da ex-companheira e atirou contra as vítimas que estavam no local. "Após o fato, o policial apresentou-se espontaneamente no Pelotão da Polícia Militar de Terra Boa, realizando a entrega da arma institucional utilizada", diz o comunicado. Gustavo foi encaminhado à 21ª Subdivisão Policial de Cianorte. De acordo com a SESP, ele irá responder pelos crimes de feminicídio e homicídio. O comunicado também informou que serão adotadas "medidas legais, administrativas e disciplinares cabíveis". Famílias pedem justiça O g1 também conversou com Danielly Dulo, irmã de Gabriel. Ela explicou que Gabriel falou brevemente, ainda em 2025, que estava conhecendo Jessica. As famílias das vítimas realizaram um protesto, no domingo (1º), pedindo por Justiça pelas mortes do casal. "Filho de agricultor, sempre trabalhou com o pai na roça, com dignidade e orgulho. Era apaixonado por motos, pelas estradas e pela liberdade que elas traziam", ela lembra. Gabriel completou 23 anos em setembro de 2025. Cedidas pela família O jovem completou 23 anos em setembro de 2025. "Pra gente, a ficha ainda não caiu. Parece que nos foi arrancado um pedaço. Uma saudade que dói", disse Danielly. O que diz a defesa O g1 conversou com o advogado João Filho, que representa Gustavo. ⁠Ele afirma que o policial confessa o crime. Questionado sobre a motivação, "a defesa irá aguardar o resultado de todas as perícias, bem como, irá aguardar a manifestação da autoridade policial acerca do que foi requerido, uma vez que, de forma muito clara e cristalina, o que me foi verbalizado é que os fatos não se deram por motivos exclusivamente de ciúmes, porém somente após a finalização das investigações que a defesa poderá apresentar de forma clara sua versão dos fatos". A nota também cita a medida protetiva que Jessica tinha contra Gustavo e foi retirada. Confira: "Em relação à medida protetiva, a defesa informa que a vítima se manifestou de forma espontânea e diretamente ao poder judiciário requerendo a revogação da medida que lhe fora concedida, tudo sem qualquer influência do Sd. Pereira, inclusive, esta versão é rechaçada pelo fato de que o próprio Sd. Pereira optou por se apresentar no pelotão da PM após os fatos, ou seja, qual motivo teria ele para exigir a retirada de uma denúncia ou medida solicitada pela vítima. A defesa respeita o posicionamento da família, de forma alguma busca afrontar ou revitimizar a vítima, mas é necessário que a defesa se manifeste de acordo com que os fatos ocorreram, até para facilitar o trabalho da Polícia Civil durante as investigações. Por hora não iremos requerer a liberdade do Sd. Pereira, foi conversado com ele e chegamos à conclusão de que iremos aguardar o término das investigações. Ele foi transferido para o Complexo Médico Penal, em Curitiba, trata-se de uma transferência absolutamente normal, isto ocorre porque os batalhões e as companhias não possuem condições físicas e de contingente para manter presos naquelas instalações. Foram solicitados alguns exames periciais que ainda não haviam sido solicitados, bem como, a defesa aguarda a finalização de todos os laudos técnicos, não se descarta a possibilidade de formalizarmos um pedido de reconstituição dos fatos, tudo visando contribuir com a investigação e acima de tudo, buscar a verdade e a justiça, destacando que justiça não é justiçamento, por esse motivo que a defesa pede muita cautela em julgamentos precipitados e principalmente, que se respeite este momento em que as famílias, especialmente das vítimas estão passando." Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.