Por que a Santamérica não usa caução mesmo liderando locações
Com mais de 4.000 leads em um único mês e cerca de 100 locações mensais, a maior imobiliária de Londrina explica por que opta por garantias mais robustas e...
Com mais de 4.000 leads em um único mês e cerca de 100 locações mensais, a maior imobiliária de Londrina explica por que opta por garantias mais robustas e não utiliza caução em seus contratos. No mercado imobiliário brasileiro, é comum associar rapidez na locação à simplificação das garantias contratuais. A caução — limitada por lei a até três meses de aluguel — costuma ser vista como mecanismo prático para acelerar a assinatura do contrato. A Santamérica, reconhecida como a maior imobiliária de Londrina em volume de locações e com 25 anos de atuação contínua, segue caminho diferente: não trabalha com caução em seus contratos de locação. Escala e demanda não dependem de flexibilização A empresa registra números expressivos de procura. Somente no mês de janeiro, ultrapassou 4.000 leads interessados em imóveis para locação, volume muito acima da média do mercado local. Esse nível de demanda permite que a Santamérica mantenha ritmo elevado de contratos — cerca de 100 locações mensais — mesmo adotando critérios rigorosos de análise de crédito e garantias mais estruturadas. Segundo Alexandre Costa Moretto, CEO da empresa e mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a velocidade da locação na Santamérica não está relacionada à flexibilização de garantias. “Nosso volume de locações é resultado de escala, marca consolidada e geração massiva de leads. Não precisamos simplificar garantias para alugar rápido. Segurança patrimonial é prioridade.” Divulgação. Divulgação. Por que a empresa não utiliza caução A legislação brasileira permite a caução como modalidade de garantia, limitada a três meses de aluguel. Na prática, porém, esse valor pode ser insuficiente em situações como: • Inadimplência prolongada • Danos estruturais ao imóvel • Custos de manutenção ao final do contrato • Tempo de tramitação judicial em ações de despejo Reparos e débitos acumulados frequentemente superam o valor equivalente a três aluguéis. Para empresas com estrutura enxuta — muitas vezes formadas por uma, duas ou poucas pessoas — a caução pode representar forma mais rápida de fechar contratos. Entretanto, especialistas alertam que a proteção oferecida é limitada. A Santamérica opta por modelos de garantia considerados mais robustos, com foco em mitigação de risco e previsibilidade financeira ao longo de todo o contrato. Segurança como política institucional Administrar uma das maiores carteiras de locação de Londrina exige governança financeira rigorosa, controle de repasses e gestão ativa de inadimplência. Dados do Sebrae indicam que aproximadamente metade das empresas brasileiras não ultrapassa cinco anos de operação. Em um cenário de elevada mortalidade empresarial, solidez estrutural torna-se fator decisivo. Com 25 anos de atuação contínua, a Santamérica sustenta que a escolha da garantia não deve priorizar apenas velocidade, mas proteção real ao proprietário. “Alugar é um momento. Administrar é um processo contínuo. A garantia precisa proteger até o último dia do contrato”, afirma Moretto. Velocidade com responsabilidade Apesar de registrar um dos maiores volumes de locação da região, a Santamérica mantém política de não utilização de caução, entendendo que previsibilidade e proteção patrimonial devem prevalecer sobre soluções imediatas. No mercado imobiliário, a diferença entre rapidez e segurança pode definir o resultado financeiro de anos.