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Por que alguns vinhos melhoram com o tempo e outros não?

Se você já ouviu dizer que o vinho melhora com o tempo, saiba que é uma meia verdade. Alguns rótulos de fato são de guarda, ou seja, possuem potencial para...

Por que alguns vinhos melhoram com o tempo e outros não?
Por que alguns vinhos melhoram com o tempo e outros não? (Foto: Reprodução)

Se você já ouviu dizer que o vinho melhora com o tempo, saiba que é uma meia verdade. Alguns rótulos de fato são de guarda, ou seja, possuem potencial para evoluir ao longo do tempo e atingir o ápice anos após o engarrafamento, porém a grande maioria é comercializada pronta para o consumo. A guarda, desde que seja em condições adequadas de temperatura e umidade (veja como armazenar corretamente), permite que a bebida desenvolva novas características de aroma, sabor e textura. Mais complexas e elegantes. O que acontece com o vinho ao longo dos anos? Por ser um produto vivo, o vinho passa por transformações químicas e físicas lentas que começam na vinícolas e continuam na garrafa. Nos vinhos tintos, por exemplo, os taninos — substâncias responsáveis por aquela sensação de secura na boca — ficam mais redondos e macios. Novos aromas e sabores, chamados de terciários (os primeiros são da uva, já os secundários se formam durante a fermentação), desenvolvem-se na garrafa. Um vinho que inicialmente apresenta aromas intensos de frutas frescas, como amora, cereja e framboesa, pode evoluir, com o passar dos anos, para notas que lembram couro, tabaco, especiarias, folhas secas e frutas desidratadas. Nos vinhos brancos, a evolução pode trazer aromas de mel, frutos secos, nozes e especiarias, dependendo da uva, do estilo e das condições de envelhecimento. O que faz um vinho ser considerado de guarda? Envelhecer não significa necessariamente melhorar. O vinho precisa ter características específicas para que a passagem do tempo contribua para sua qualidade. A acidez, por exemplo, ajuda a preservar o frescor e o equilíbrio ao longo dos anos; os taninos contribuem para a estrutura e a capacidade de evolução, assim como a qualidade das uvas, o processo de vinificação e a intensidade das frutas são componentes essenciais. São poucos os vinhos que reúnem tais atributos e, por isso, são raros e de preços elevados. Quase todos os rótulos produzidos no mundo são elaborados para consumo em até oito anos e menos de 5% são feitos para envelhecer ao longo dos próximos 20, 30, 40 anos ou mais. Vinhos para guarda Algumas uvas possuem características próprias para evoluir. Entre as tintas vale destacar Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Syrah, Malbec, Tempranillo, Baga e Nebbiolo. Entre as brancas, a Chardonnay é a rainha. Na França, rótulos da Borgonha, brancos e tintos, possuem excelente potencial, assim como os tintos da região de Bordeaux; na Itália, Barolo, Barbaresco e Brunello di Montalcino são famosos pela longa capacidade de guarda; na Espanha, os grandes vinhos de Tempranillo das regiões da Rioja e Ribera del Duero também. Vinhos para guarda existem em todas as regiões produtoras. Vendedores de lojas especializadas podem orientar sobre a escolha. As fichas técnicas dos rótulos, que podem ser consultadas nos sites das vinícolas, também trazem essa informação. Descubra a seguir 5 vinhos que melhoram com o tempo. Moillard Meursault Vieilles Vignes Moillard Meursault Vieilles Vignes. Divulgação/Porto a Porto. Vinho branco de Chablis, elaborado com a uva Chardonnay. É especialmente elegante e é produzido na prestigiada apelação de Meursault, na Côte de Beaune. Envelhecido em barricas por até 16 meses, apresenta aromas de pão torrado, laranja, pêssego e jasmim, além de toques minerais e lácteos. No paladar, revela notas de avelã e amêndoa, com acidez equilibrada, corpo médio e final longo. Brunello di Montalcino DOCG Camigliano Brunello di Montalcino DOCG Camigliano. Divulgação/Porto a Porto. Vinho tinto toscano de qualidade ímpar, apresenta aromas de frutas escuras, couro, chocolate e tabaco. No paladar, é seco, encorpado, possui acidez acentuada, taninos macios e bem estruturados, além de um final longo e complexo. Amadureceu 24 meses em barricas de carvalho e passou mais 24 meses em garrafa antes da comercialização. Acompanha lindamente carnes vermelhas. Michele Chiarlo Barbaresco DOCG Palás Michele Chiarlo Barbaresco DOCG Palás. Divulgação/Porto a Porto. Renomado vinho tinto do Piemonte, na Itália, assinado por prestigiada vinícola, traduz a sofisticação da uva Nebbiolo em sua forma mais elegante. Com amadurecimento mínimo de 2 anos, sendo 18 meses em carvalho, apresenta aromas complexos de frutas vermelhas, notas de pimenta-verde e especiarias finas. Em boca, é estruturado, com textura sedosa, taninos refinados e final longo. Kit Vinho Reguengos Garrafeira dos Sócios 2021 + Estojo de Luxo Reguengos Garrafeira dos Sócios. Divulgação/Porto a Porto. Tinto português considerado um dos grandes ícones da região do Alentejo. A safra 2021, vencedora do prêmio “A Escolha da Imprensa” 2025 da Revista Grandes Escolhas, entrega um vinho complexo, com notas de frutas secas, especiarias, baunilha e toques tostados. Em boca, é encorpado, elegante e persistente. Amadureceu 18 meses em barricas de carvalho e passou mais 12 meses em adega antes da comercialização. Combina com carnes, queijos curados e pratos com trufas. Tabali Roca Madre Malbec Tabali Roca Madre Malbec. Divulgação/Porto a Porto. Um Malbec chileno de altíssimo nível que nasce de uvas colhidas à mão a 1.600 metros de altitude no renomado Vale do Limarí. Aromas exuberantes de flores, pêssego e ervas abrem espaço para um paladar sedoso, vibrante e de final longo. A safra 2019 é a mais bem pontuada na categoria pelo Robert Parker, com 96 pontos, além de 97 no Tim Atkin e 95 no James Suckling. Amadureceu 18 meses em barricas de carvalho francês. Carnes assadas e grelhadas fazem o par perfeito à mesa. BEBA MENOS, BEBA MELHOR.